Figura marcante do período imperial brasileiro, Domitila foi amante de Dom Pedro I por sete anos, e sua trajetória de vida está intimamente ligada a este local histórico.
Ao explorar o Solar, os visitantes podem admirar utensílios domésticos, móveis da época e até a emblemática banheira da Marquesa. Além dos itens pessoais, a arquitetura do edifício é um destaque à parte: o Solar é o último exemplar remanescente da arquitetura residencial urbana do século XVIII na cidade de São Paulo. A construção reflete o charme e a sofisticação de uma época que ajudou a moldar a identidade cultural da região.
Veja as fotos do Solar Marquesa de Santos:
Horário de Visita
Terça a domigo – 9h às 17h
Entrada
Gratuita
Nota
⭐⭐⭐
Conclusões finais
Visitar o Solar da Marquesa de Santos é como viajar no tempo. A preservação do espaço, mesmo após inúmeras transformações, permite aos visitantes descobrir fragmentos fascinantes de nossa história. Um passeio que aguça a curiosidade e proporciona uma experiência enriquecedora. Certamente, é uma parada imperdível para quem deseja compreender melhor o passado de São Paulo e do Brasil.
Solar da Marquesa de Santos: História e Transformação
No coração de São Paulo, na Rua Roberto Simonsen, nº 136 (antiga Rua do Carmo), está o Solar da Marquesa de Santos, um raro exemplo de residência urbana do século XVIII que guarda séculos de história. Sua origem está ligada ao início da cidade, quando os primeiros moradores, partindo do Páteo do Colégio, começaram a ocupar os arredores e construir as primeiras ruas.
A construção do Solar não tem data exata, mas documentos mostram que, entre 1739 e 1754, havia quatro casas no local. A união de duas dessas casas de taipa de pilão teria dado origem ao prédio que conhecemos hoje. Em 1802, ele foi transferido ao Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme como pagamento de dívidas, sendo o primeiro proprietário reconhecido oficialmente.
A história do Solar ganhou destaque em 1834, quando foi adquirido por Domitila de Castro Canto e Melo, a famosa Marquesa de Santos (1797–1867). Durante mais de três décadas, a residência foi cenário de festas grandiosas, recebendo o apelido de Palacete do Carmo e se tornando um dos imóveis mais elegantes da cidade. Após a morte da Marquesa, o Solar passou para seu filho, o Comendador Felício Pinto de Mendonça e Castro, e, mais tarde, foi vendido à Mitra Diocesana, que transformou o espaço no Palácio Episcopal.
Nessa época, o imóvel ganhou novos ares: uma capela foi construída, uma cripta foi instalada sob o altar-mor e a fachada principal recebeu elementos neoclássicos que marcam sua aparência até hoje.
Em 1909, o Solar foi comprado pela The São Paulo Gas Company, que o adaptou como escritório. Mudanças significativas foram feitas, incluindo a abertura de um pátio lateral, a transformação de janelas em vitrines e a ampliação da construção nos anos 1930. Em 1967, com a desapropriação pela Prefeitura, o prédio passou a ser propriedade pública, tornando-se sede da Secretaria Municipal de Cultura em 1975.
Com tantas transformações ao longo do tempo, o Solar acabou perdendo parte de suas características originais. Em 1991, teve início um minucioso processo de restauração, que buscou preservar elementos de diferentes épocas. No térreo, foram mantidos espaços amplos e vestígios da calçada do século XVIII. No pavimento superior, paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século XVIII convivem com detalhes do século XIX, como forros decorados, pinturas artísticas e pisos de madeira.
Hoje, o Solar da Marquesa de Santos é um marco do centro de São Paulo, com sua charmosa fachada neoclássica. Além de preservar a memória da cidade, ele abriga o Museu da Cidade de São Paulo, conectando passado e presente em um dos espaços históricos mais fascinantes da capital.
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